Review: O Espaço que nos Une

Esta é a história do primeiro humano a nascer em Marte, Gardner Elliot. Entre o grupo que aceitou a corajosa e gloriosa missão de colonizar o planeta vermelho havia uma astronauta grávida (facto que ocultou à equipa) e que morre ao dar à luz, deixando um legado atrás de si, mas muito longe da Terra. Gardner cresce no único planeta que conhece, rodeado de um número limitado de pessoas, sem ter tido contacto com a mãe e sem conhecer o seu pai. A única amizade, longínqua, embora bastante real que mantém é com Tulsa, uma rapariga do Colorado. Aos 16 anos, chega o dia em que Gardner tem a oportunidade de conhecer a Terra, e enquanto tenta descobrir mais sobre o seu pai, Gardner acaba por descobrir-se a si mesmo no amor e em experiências únicas.

THE SPACE BETWEEN US

Estamos habituados a ver o actor Asa Butterfield em filmes de fantasia (Nanny McPhee, A Invenção de Hugo, Ender’s Game e mais recentemente, A Casa da Senhora Peregrine) . Apesar de este não ser considerado um filme do género, acaba por se encontrar com o actor na medida em que Gardner Elliot (a personagem interpretada por Asa) nasceu em Marte e, por isso, as suas características fisiológicas não são adaptadas à Terra. O comportamento de Gardner no nosso planeta é o de um “estranho” que desconhece o modo de vida na Terra, o que o torna, de certa forma, num ser fantasioso. Desta forma, considero que Asa esteja perfeitamente enquadrado no filme, ainda que fuja aos habituais papéis.

O casal protagonista Britt Robertson e Asa têm uma diferença de idade real de 7 anos, o que poderia causar algum “atrito” no filme, tendo em conta que a personagem de “Gardner” tem 16 anos de idade. Mas o par contornou essa diferença (o facto da actriz ter uma fisionomia bastante jovem poderá ter ajudado), não prejudicando o romance dos dois no grande ecrã, acabando por se tornar uma relação convincente.

Outro actor a referir é Gary Oldman. Já com um vasto leque de experiências no bolso, esperava-se que o actor se fizesse valer de uma presença mais marcante, no entanto, talvez por mais culpa do argumento do que dele próprio, o seu personagem “Nathaniel” acaba por ser bastante passivo, nunca contribuindo nas decisões do personagem principal.

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O filme pode não mergulhar por inteiro no género sci-fi, e até pode deixar os amantes das Ciências de sobrolho carregado, mas “O Espaço Que Nos Une” cumpre a sua missão: ser uma bonita história de amor, que foge ao habitual, sem descurar um agradável misto de aventura e emoção.

Por: Bruna Pereira

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