Review: Guardiões da Galáxia Vol.2

“O primeiro ‘Guardiões da Galáxia’ foi uma grande aposta da Marvel, ao abrir portas para que os elementos cósmicos dos quadradinhos fossem para o cinema. O resultado foi um filme extremamente divertido que apanhou toda a gente de surpresa e, rapidamente, se tornou num filme desconhecido por muitos, por um filme de eleição digamos assim. Agora, três anos depois, chega o Vol. 2.

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A aventura sem compromisso, o humor auto-referente, a criatividade kitsch, a nostalgia dos anos 80 e uma dose de emoção genuína (tudo cuidadosamente feito para o máximo apelo entre o público mainstream moderno), mas eleva todas essas qualidades a um novo patamar. O humor está mais afiado, os efeitos são mais impressionantes, a ação mais empolgante, a história mais envolvente. James Gunn conseguiu refinar a sua realização com mestria.

O que mais diferencia esse Vol. 2 de seu antecessor é a maneira como o filme trabalha cada um dos personagens. Enquanto a obra anterior tinha o foco maior na construção da equipa e na maneira como deveriam derrotar Ronan, este explora os integrantes dos Guardiões de maneira mais íntima, garantindo a cada um deles um arco pessoal diferente. Evidente que Peter é aquele que recebe a maior atenção, devido à aparição do seu pai, mas é gratificante perceber como a acção de James Gunn se preocupa com os outros, dando-lhes o necessário tempo em tela para termos a noção de que é um filme sobre o grupo e não, sobre um indivíduo em específico.

Com isso, ganha algumas surpresas, como uma participação maior de Yondu (Michael Rooker) e Nebulosa (Karen Gillan), que permaneceram mais em segundo plano no primeiro filme. A apresentação de Mantis (Pom Klementieff), também, é um ponto a mais para Gunn, que extrai outros elementos dos quadradinhos originais, adotando o conceito de que a formação dos Guardiões está em constante movimento, o que, naturalmente, permite uma maior renovação das histórias, possibilita que vários enredos sejam explorados. Dito isso, é realmente impressionante constatar como nenhum desses indivíduos é esquecido ao longo da projeção, por mais que a duração seja um pouco maior do que o filme anterior.

Chris Pratt, Zoe Saldana, Michael Rooker e Bradley Cooper seguem excelentes nas suas performances, mas quem surpreende aqui é Dave Bautista. O seu Drax ganha muito mais espaço na história e, com um humor extraordinário, constrói uma relação bem interessante com Mantis. O Groot de Vin Diesel é, de longe, o personagem mais adorável da produção, protagonista dos momentos mais “fofos” do filme. É uma espécie de Gato de Botas de Guardiões da Galáxia. Ao mesmo tempo, deve-se valorizar o facto de que o filme não exagera tanto na participação de Groot, evitando que ficasse algo muito aborrecido ou exagerado.

Vale a pena seguir esta história.

PS: O filme conta com nada menos do que CINCO cenas after credits; portanto fiquem até o fim.

Por: André Gomes (ver mais reviews em Letterboxd)

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