REVIEW: UMA VONTADE CEGA

 

Saliya começa a perder a visão rapidamente numa altura em que tinha muitos planos e ambições profissionais para si. Mas a sua enorme vontade e motivação pessoal não deixaram que isso o impedisse de concretizar os seus sonhos, e fazendo o que muitos julgavam impossível, seguiu em frente.

“Uma Vontade Cega” vai de certeza inspirar todos os que virem o filme, e digo isto com 90% de certeza. O realizador Marc Rothmund resolveu contar uma história sobre alguém que é praticamente invisual, mas que não deixa que isso determine o seu futuro e a sua vida.

Um dos aspectos que mais me deixou curiosa na história de Saliya é que ele conseguiu esconder, durante um tempo considerável, o facto de só conseguir distingir vultos e sombras, enquanto tirava um curso de gestão hoteleira num estabelecimento de renome. O seu empenho, dedicação e atrevimento para manter a farsa são de louvar. Apesar da mensagem do filme ser a de mostrar uma força e vontade bastante fortes para enfrentar incapacidades, também  nos relembra que nunca chegamos a lado nenhum sozinhos, e a amizade entre Saliya e Max ao longo do enredo representa exatamente isso.

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As dificuldades enfrentadas diariamente por Saliya não têm conotação dramática, muito pelo contrário, servem como chamada de atenção para pequenos pormenores com que nos deparamos no nosso quotidiano e que tomamos como garantidos. Momentos de frustração e inspiração aliam-se a momentos de humor muito bem cronometrados, levando-nos a experienciar uma espiral de sentimentos e sensações.

Posso caracterizá-lo como um “feel good movie”, pois tudo (seja realização, actores e interpretações) assentam o argumento que nem uma luva. Não existem momentos de tédio. Existe uma vontade de acompanhar esta pequena aventura de Saliya até ao fim, torcendo para que ele consiga concretizar aquilo com que sempre sonhou, não se deixando ficar para trás pelos obstáculos que vai encontrando pelo caminho.

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