REVIEW: THE LOFT

Posso resumir “The Loft” com um filme tolo, mas que consegue manter uma teia de mistério até quase ao fim, apesar de um final bastante desinteressante.

Não me estava a apetecer ver um filme dramático ou demasiado intenso, e a história de um grupo de homens que usa um loft para actividades extra-curriculares fora do casamento, até um dia lhes aparecer uma rapariga morta à frente, pareceu-me “silly” e descontraído ao mesmo tempo.

O elenco por si só é chamativo, Karl Urban (Dredd, Star Trek), James Marsden (X-Men), Wentworth Miller (Prison Break), Matthias Schoenaerts (Far From the Madding Crowd) e Eric Stonestreet (Modern Family). Porém, a dinâmica entre os homens da história não consegue ser espetacular. É suposto serem todos bons amigos, mas a maneira como interagem uns com os outros, mais parecem amigos casuais de café.

Depois de ver Eric Stonestreet em “Uma Família Muito Moderna” e depois neste filme a interpretar um elemento masculino completamente imbecil e execrável, ficou longe de me convencer. Custava-me horrores sempre que ele abria a boca.

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A história resume-se ao facto de Vincent (líder do grupo) aliciar os seus grandes amigos para o uso secreto de um loft para eles levarem para lá amantes e se divertirem à grande sem correrem o risco de serem apanhados. Neste filme, o casamento é retratado como uma união onde o amor não existe e deixa todos infelizes, justificando “logicamente” as traições dos rapazes.

Mas quando aparece uma mulher morta no loft, começa um jogo de Cluedo, sobre quem a matou, como é que ela entrou ali, quem mais tinha acesso ao loft, quem está a fazer jogos doentios com eles? A parte do enigma acaba por ser divertida. Não foi assim tão óbvio para mim, que julgava ter a resposta, mas depois davam-me a volta novamente. Ser constantemente enganada com novas respostas e pistas, não tornou o filme aborrecido, no entanto, esperava uma revelação final mais empolgante.

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No fim, obtemos respostas, mas nada de muito impactante. E quanto ao destino das personagens? Um deles informa-nos de forma casual: “Pois, um foi para ali, outro foi para acolá e outro está a fazer não sei o quê.”

No meio de traições conjugais e homicídios, houve quem até nem se saísse mal no final da história, o que nos deixa a pensar. O mistério do filme em si era bom, mas tudo o resto à volta foi um pouco palerma. Talvez um outro realizador, com um argumento mais intenso e um maior desenvolvimento das personagens lhe fizessem valer mais estrelas.

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