REVIEW: FLIPPED

“Flipped” é uma pérola de filme, impossível de resistir.

Quando o pequeno Bryce muda de casa, não esperava ter uma pequena Juli completamente apaixonada por si, atrás dele para todo o lado, admirando-o sem qualquer vergonha. Mas infelizmente para Juli, o Bryce ainda não atingiu aquela maturidade que lhe permite ver para além do básico das coisas, e assim, damos as mãos a estes dois pré-adolescentes e acompanhamos as suas vidas, na esperança que um dia tudo se conjugue.

Flipped

Juli é sonhadora e sentimental, transborda emoções e quando elas são mesmo verdadeiras e sentidas, não consegue escondê-las, do outro lado temos Bryce, que durante muito tempo foi reprimindo as suas emoções, negando qualquer sentimento que fosse contrário ao que o seu pai e amigo esperavam de si. Para além de representar o típico rapaz que demora mais tempo a aperceber-se das questões do coração, é também a imagem de todos aqueles que de alguma forma sentem embaraço ou vergonha em mostrar o que realmente sentem.

Esta é possivelmente a história de amor mais pura e inocente que alguma vez vi em filme. Retratada com tamanha simplicidade, mas ao mesmo tempo com um toque de sentimento mesmo “na mouche”, como se costuma dizer. O enredo vai intercalando os acontecimentos ora da perspectiva de Bryce, ora de Juli, permitindo-nos assim conhecê-los bem aos dois e compreender as suas personalidades, e acabamos por ser nós, a nos apaixonarmos por eles.

Os pais e familiares das duas crianças, embora personagens secundárias, desempenham bem a sua missão no filme. São essenciais para entendermos em que meio eles cresceram, o que aprenderam e como moldaram as pessoas que são. Mas nós sabemos que chega uma altura em que os pais já não nos podem ensinar tudo, há um trilião de coisas que temos de aprender por nós mesmos, e neste caso, Bryce e Juli têm de aprender o que é “gostar”, gostar de alguém realmente pela primeira vez. O primeiro amor.

Flipped

Com momentos repletos de sorrisos e algumas lágrimas, é impossível  para uma adulta como eu, ficar indiferente à onda de nostalgia daqueles velhos tempos em que a vida era um pouco menos complicada; uma altura em que realmente dávamos valor a estes pequenos e tão grandes sabores da vida pelos quais devemos viver e esperar, sempre, mesmo que os anos passem por nós.

Por Helena Rodrigues

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