REVIEW: HOMEM-ARANHA – REGRESSO A CASA

“Spider-Man – Homecoming, é esse o filme que vamos falar hoje!!!

Em comparação aos filmes anteriores, foi um alívio não ver a morte do Tio Ben, que já foi retratada nas outras duas versões do filme, este não volta a repetir tal coisa, o que é bom e marca um ponto de diferenciação em relação aos anteriores. O facto de lidarmos somente com Peter e Tia May sem o peso da morte de um ente querido deixou o filme muito mais “leve” e pudemos concentrar-nos na história actual sem ter que justificar qualquer acção do Peter e da Tia May através do luto.

O realizador Jon Watts também não quis voltar a massacrar os fãs com a típica mordida da aranha a Peter Parker. Foi inteligente a forma como aproveitou dar continuidade à história, aproveitando, o que foi feito no Civil War, as lutas gravadas através do telemóvel do próprio Peter Parker e narradas por ele.
Após a sua incrível participação na batalha, Peter acreditava que agora estava pronto para as grandes missões e faria parte da equipa dos Avengers, mas ainda era prematuro. Ele tem que impressionar, nada mais nada menos, do que, Tony Stark, que acredita que ele ainda não está preparado e deve somente ser o “amigo da vizinhança” que ajuda as senhoras na rua. Mas Peter quer mais e fará de tudo para impressioná-lo.

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Tony Stark aparece no filme como o “mentor” do Homem-Aranha, ele sente-se responsável pelo Peter. É ele que faz o papel de “pai” do adolescente, sendo ele a voz que o alerta para os perigos que poderiam surgir.

Peter Parker é um adolescente de 15 anos que vive com a sua tia Tia May, numa modesta casa em Queens. Este filme mostra muito do percurso de Peter na escola, coisa que nos filmes anteriores pouco mostraram. Com Tony Stark a ser o seu conselheiro, Peter, reflexo da irreverência da idade, quer fazer mais, e como tal, conta com a ajuda do seu melhor amigo Ned, o único que sabe o seu segredo de ser o Homem-Aranha, para retirar o dispositivo de controlo do seu fato, para poder se aventurar sem o controle de Tony Stark… o que irá o Homem-Aranha encontrar?

Se tecnicamente o filme é quase impecável, desde a concepção dos incríveis designs dos fatos de Homem-Aranha (a Iron Spider em particular, está brutal), até à magnitude e abrangência das elaboradas cenas de acção, o que realmente rouba todas as atenções do filme é o óptimo trabalho do elenco. Que me desculpem os actores Tobey Maguire (“Homem-Aranha 1,2 e 3”) e Andrew Garfield (“O Fantástico Homem-Aranha 1 e 2”), mas Tom Holland, foi sem dúvida o melhor.

Não só pela sua tenra idade (20 anos), que é a mais próxima do personagem, mas por toda a sua actuação, vê-se nele o Peter Parker, em carne e osso. Tom Holland com o seu semblante de miúdo e uma actuação para lá de fabulosa, é impossível não acreditar no seu Peter Parker indeciso e apaixonado.

Ao seu lado, o amigo, Ned, interpretado por Jacob Batalon, é impagável, uma agradável surpresa. A sua silhueta, gordinho, inteligente e cómico ajuda bastante a ter empatia pela personagem, e Jacob Batalon tem um grande desempenho no seu papel. Já a personagem de Laura Harrier é Liz, a primeira paixão de Peter Parker, que seria supostamente o seu par romântico, mas está mais para “objecto de desejo” e que não interage tanto assim com ele, mas torna-se importante para o conflito principal do filme (algo que todos esperavam, mas não que fosse da maneira que foi).

Do lado “adulto”, Marisa Tomei cria uma Tia May moderna e divertidíssima. Michael Keaton interpreta o vilão principal do filme, sai de cena o clássico vilão que quer dominar o mundo ou simplesmente espalhar o terror em Queens. O seu nome é, Adrian Toomes é um cidadão de classe média normal que, cansado de uma opressão sistemática causada pelo capitalismo, decide burlar as leis e fazer o que bem entende. Em um diálogo com Peter, as suas motivações ficam claras e o público consegue entender o seu posicionamento. Nesse aspecto, verificamos que existem alguns tons de cinza entre o bem e o mal. Quanto a vestimenta do vilão, não está nada parecida com a BD, contudo os efeitos especiais, dão-lhe destaque, o único ponto semelhante são as asas que utiliza (talvez por aqui, os seguidores, possam calcular qual é a personagem de Michael Keaton).

No fim do filme, conta com 2 after credits. Não saiam da sala antes de tempo!”

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